quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Instituto Prevenir é contra a construção de prédio do Cisnop no campo existente no Tiro de Guerra, em Cornélio Procópio

AGORA CORNÉLIO, 9 de novembro de 2009


Em entrevista concedida ao programa Fala Cidade, da Rádio Cornélio, o presidente do Instituto Prevenir, Joni Silva Corrêa disse que é contra a construção do prédio da nova sede do Cisnop (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte do Paraná) no campo existente no Tiro de Guerra 05-002, Jardim Bela Vista. Ele considerou um absurdo dizer que o campo não serve para nada. Lembrou que os estudantes das escolas municipais Acir Ivo Carazzai e Eunice Gatti Gomes se utilizam do local para práticas físicas e esportivas. "Mais de 70 crianças da escolinha do Atlético Paranaense também utilizam o campo em seus treinamentos. Além disso, um grupo da terceira idade do professor Sílvio Victor e um grupo de caminhada da região do Jardim Bela Vista que igualmente utilizam do campo do Tiro de Guerra", assinalou.

Ele ressaltou ainda que, mais de 50 modalidades esportivas podem ser perfeitamente feitas naquela área. Disse, inclusive, que levou esta preocupação à Câmara de Vereadores e que tem recebido a adesão de muita gente que, como ele, entende que aquele local deve ser preservado para práticas esportivas. Joni Silva Corrêa afirmou que esta iniciativa saída dos gabinetes sem consultar a população coloca Cornélio Procópio contra decisões da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde. "É muito mais barato promover saúde do que gastar dinheiro na doença", disparou. Deixou claro que não é contra a construção da nova sede do Cisnop, pois entende que o prédio poderia perfeitamente ocupar outro espaço físico pertencente ao município.

O presidente do Instituto Prevenir salientou que houve investimentos do Ministério dos Esportes para a construção do campo. Esses investimentos vieram durante a gestão do ex-prefeito José Antônio Otoni da Fonseca no período em que Joni esteve à frente da pasta ligada aos esportes. "Se necessário vamos ao Ministério Público para defender qualidade de vida", desabafou. Citou também um artigo publicado por um especialista da área dizendo que a questão do "tempo sentado" vai ser a desgraça da década. O texto mostra que as pessoas passarão mais tempo sentadas. "É tempo sentado no serviço, no transporte e no lazer", apontou. Disse, inclusive, que não acredita que prefeitos de outras cidades da região permitissem a construção de prédios públicos em seus respectivos campos de futebol.

Joni Silva Corrêa adiantou que uma cidade do porte de Cornélio Procópio não pode ficar com apenas dois campos de futebol, sendo o Ubirajara Medeiros na Vila Independência e o da Universidade Tecnológica Federal do Estado do Paraná, o antigo Comercial. Lembrou que no campo do Jardim Figueira, construído durante a gestão do prefeito Márcio Pozzi, também será construída uma escola estadual com recursos da ordem de R$ 6 milhões. A nova escola denominada de Aníbal Campi vai desafogar o Caic Pedro Baggio que fica naquela região da cidade.

Sobre a lei que proíbe o tabagismo em locais fechados no município de Cornélio Procópio, ele cobrou mais eficiência dos órgãos competentes, citando Vigilância Sanitária e Fiscalização para coibir esta pratica que ainda ocorre em vários estabelecimentos comerciais existentes no centro e periferia da cidade. Disse que o Instituto Prevenir vai insistir neste trabalho e elogiou o ex-vereador Acir Ângelo Schiabel que é autor do projeto nesse sentido. Elogiou ainda o médico João Batista Lima Filho que é solidário com esta iniciativa. Lembrou que João Batista Lima Filho é hoje referência nacional e internacionalmente nas questões ligadas aos idosos, pois é assessor direto da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e criou a hoje Pastoral da Pessoa Idosa na Diocese de Cornélio Procópio. Além disso, idealizou a Campanha da Fraternidade de 2003 que abordou a questão dos idosos no país.

Vigilância epidemiológica é fundamental para prevenção e controle da dengue

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO GOVERNO DO PR, 11 de novembro de 2009


Vigilância epidemiológica, medidas de controle e redução de danos em epidemias de dengue foram temas de debate nesta terça-feira (10), durante o I Seminário de Gestão Integrada de Controle da Dengue, em Foz do Iguaçu. Especialistas e profissionais da área da saúde destacaram a importância do monitoramento viral para evitar epidemias. “Uma doença infecciosa em alguma região é um potencial problema em todo lugar. Vigilância é um processo de coleta, analise, interpretação e disseminação de dados de programas de saúde pública, de forma contínua e sistemática”, afirmou o professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Goiás (UFGO), João Bosco Siqueira Junior.

“Nosso objetivo é evitar a ocorrência de infecções pelo vírus da dengue em áreas livres de circulação. É importante detectar precocemente o problema e orientar as medidas de controle”, disse Siqueira Junior. Ações de vigilância em períodos não epidêmicos são importantes para o controle da doença. “Ações integradas permitem resultados positivos. Em casos suspeitos de dengue é importante que os municípios passem estas informações para a Secretaria de Estado da Saúde, para que sejam emitidos alertas”, destacou.

“Há um padrão sazonal de transmissão da doença. O mês de janeiro é o período mais crítico. A partir do ano de 1994 o vírus deixou de circular apenas em áreas localizadas e passou a circular em todas as regiões. Se uma pessoa com sintomas procura auxílio médico rapidamente, melhor”, acentuou o professor.

Siqueira Junior explicou que foi verificada a alternância dos sorotipos da dengue (alteração genética das cepas do vírus). “Hoje circulam três tipos diferentes de vírus da dengue. Temos o DEN-1, DEN-2 e DEN-3. A alteração dos genótipos do vírus aumenta o risco de ocorrências de casos e de formas clínicas mais graves. A predominância é do sorotipo 3. Os municípios devem estar atentos a este fato”, disse.

Enéas Cordeiro de Souza Filho, médico da equipe do Programa Estadual de Controle da Dengue, explicou que os sintomas da dengue podem ser confundidos em um primeiro momento com os da gripe comum. “A incubação do vírus da dengue é de três a oito dias. Os sintomas se apresentam subitamente. O paciente apresenta dor de cabeça, febre, calafrio, mal estar, dores nas articulações, dor no fundo dos olhos. Os sintomas da leptospirose (transmitida por ratos), da hantavirose e da febre maculosa (transmitida pelo carrapato) são os mesmos”, afirmou.

“A análise do histórico epidemiológico do paciente é fundamental para o diagnóstico do paciente. É preciso analisar quais as regiões que ele esteve e qual atividade desenvolveu antes de apresentar os sintomas. Em regiões onde não há histórico de uma doença, o diagnóstico tende a ser tardio. O calor e a chuva favorecem a procriação do mosquito. Analisando dados de anos anteriores vemos que os picos de malária e dengue, por exemplo, aconteceram na mesma época”, argumentou Souza Filho.

O consultor do Programa Nacional do Controle da Dengue, Carlos Frederico Melo, destacou que para evitar uma epidemia é preciso um plano de gestão integrada. “As ações devem abranger o acompanhamento, a assistência a pacientes, análises laboratoriais e projetos de educação e conscientização da população. O controle da doença diz respeito não só ao setor da saúde. Trata-se de uma questão educacional, de segurança, de saneamento, que envolve diversos setores da sociedade”, disse. “O controle do mosquito em sua fase aquática é essencial. É importante eliminar focos de procriação do mosquito. O Ministério da Saúde orienta para que os municípios apostem na educação em saúde, na realização de trabalhos em escolas, igrejas e associações”, acrescentou.

Evento
O I Seminário de Gestão Integrada de Controle da Dengue tem como tema “Dengue se combate com a ajuda de todos. Faça sua parte”. O evento reúne até a quarta-feira (11) profissionais da área da saúde, representantes do Ministério da Saúde, integrantes da Defesa Civil do Paraná, consultores do Programa Nacional de Controle da Dengue e integrantes de secretarias de Saúde de diversos estados brasileiros, da Argentina, Bolívia e Paraguai.

Na quarta-feira (11), às 8h30, o secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martin, irá apresentar as estratégias estaduais para a prevenção e controle de epidemias de dengue. Os participantes também discutem a operacionalização das diretrizes nacionais para prevenção e controle de epidemias, a situação epidemiológica das ações de controle da dengue nos países vizinhos, as estratégias estaduais para prevenção e controle das epidemias de dengue e a organização do Sistema Municipal de Saúde para o enfrentamento de epidemias.

Bancos são multados em quase R$80 mil por demora nas filas

JORNAL DE MARINGÁ, 11 de novembro de 2009

Essa foi a quarta operação do Procon em agências bancárias de Maringá, em 2009. Já são quase R$400 mil em autuações


Sete bancos de Maringá foram multados em cerca de R$11 mil cada, em operação realizada pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), durante esta terça-feira (10). Dos nove bancos visitados pelos agentes, apenas dois não apresentaram irregularidades. As multas foram por espera superior a 20 minutos nas filas e por distribuição de senhas sem horário de chegada ao banco, o que permite ao cliente provar quanto tempo demorou a ser atendido.

Essa já é a quarta fiscalização do ano em agências bancárias da cidade. O Procon já aplicou, além das autuações de hoje, aproximadamente R$300 mil em multas, mas os bancos recorreram em todas as situações. Nesta terça, os valores variaram entre R$10 mil e R$11,3 mil. A fiscalização deve continuar, mas sem data definida, de acordo com o coordenador do Procon de Maringá, Dorival Dias.

Multas
Os bancos podem ser multados em três situações principais: filas que excedam 20 minutos de espera, senhas de atendimento distribuídas sem o horário de emissão e falta de assentos para a espera, sobretudo no caso de pessoas idosas.

Dias afirma que esta fiscalização é a primeira a adotar um sistema de punição atualizado. Antigamente, as multas variavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Agora, o valor inicial supera R$ 10 mil e a penalidade cresce conforme a característica da infração. "Há agravantes conforme o tamanho da empresa e o número de pessoas atingidas pela irregularidade."

Cresce infestação de caramujos africanos em Londrina

JORNAL DE LONDRINA, 11 de novembro de 2009

Molusco de espécie exótica está se tornando “epidemia” na cidade. Trazida do estrangeiro por criadores, espécie não tem predadores predadores naturais e por isso se alastra por todo o país


A chegada do verão e a maior incidência de chuvas aumentam a preocupação de moradores de vários bairros de Londrina com os caramujos africanos gigantes que invadem terrenos e residências. No Jardim dos Alpes (zona norte), o comerciante Alberto Antonelli diz que a “situação está assustadora”. Ao lado de um terreno baldio onde o mato prolifera, a casa de Antonelli é alvo de dezenas deles. De todos os tamanhos, sobem pelas paredes e avançam pelo chão.

“Matamos mais de 10 por dia”, afirma o comerciante. “Voltamos de uma viagem no fim de semana e a casa estava infestada. É uma invasão”. A tática da família é jogar sal sobre os caramujos ou no caminho que percorrem. Vizinha da residência da família Antonelli, Nádia Scortegagna foi a primeira a ligar na Vigilância Sanitária. “Para nós já está uma calamidade”, diz.

João Martins, diretor da Vigilância Sanitária, afirma que as reclamações contra os caramujos africanos tendem a se tornar mais freqüentes com a chegada do verão. Segundo ele, um único molusco é capaz de produzir até 200 ovos após o sexto mês de vida. O molusco (Achatina furica) é uma espécie exótica que, sem predadores naturais, alastra-se por todo o território brasileiro. “Está virando uma epidemia”, diz Martins.

Uma forma direta de combate é a coleta e a incineração dos moluscos. “Nossas equipes podem levar até uma semana para atender a um chamado para coleta”, afirma o diretor. A outra forma de combate é a manutenção de terrenos limpos, com mato controlado e sem entulhos. “É tão perigoso que nem mesmo a concha dele deve ser usada para artesanato”, alerta Martins.

O caramujo africano causa a angiostrongilíase meningoencefálica humana e a angiostrongilíase abdominal. Os sintomas são constantes dores de cabeça muito fortes, rigidez na nuca e paralisia temporária do sistema nervoso central. Na ocorrência abdominal há febre, vômitos, dores abdominais, além de possível perfuração intestinal e hemorragia. As duas doenças podem ser fatais.

Copel anula concurso que gerou confusão e protesto dos candidatos

GAZETA DO POVO, 11 de novembro de 2009

A decisão foi tomada, segundo a Copel, depois que a empresa comprovou irregularidades no processo. Uma nova empresa será contratada para reiniciar a seleção


A Companhia Paranaense de Energia (Copel) anulou, nesta terça-feira (10), o concurso para cargos de nível superior, médio e técnico realizado no dia 27 de setembro. A decisão foi tomada, segundo a Copel, depois que a empresa comprovou irregularidades no processo. Houve problemas durante a aplicação das provas em Curitiba, Londrina e Maringá. Em Cascavel cerca de mil candidatos não conseguiram fazer a prova e registraram boletim de ocorrência.

A Copel informou que recebeu reclamações dos participantes sobre problemas nas fases de inscrição, de ensalamento e também durante a etapa de aplicação das provas. Em nota, a companhia afirmou que tais ocorrências acabaram por “comprometer a legitimidade de todo o processo”, o que levou a empresa a anular o processo seletivo.

“Os casos que chegaram ao nosso conhecimento tornaram absolutamente questionáveis a obediência a alguns preceitos legais como a isonomia, a impessoalidade e o ambiente de competição justa entre os candidatos”, afirmou o diretor de Administração da Copel, Antonio Rycheta Arten, em nota.

Ainda de acordo com a Copel, foram constatadas inconformidade entre o processo e as normas estabelecidas no contrato assinado com a FAE – Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus, entidade encarregada de operacionalizar o concurso. Uma nova empresa será contratada para reiniciar o processo de seleção. A Copel informou que só depois da contratação é que serão divulgadas as informações sobre o novo cronograma e as orientações gerais aos candidatos.

Problemas
Os candidatos reclamaram que houve falta de informações sobre os locais de prova, que os portões foram fechados antes do horário previsto e também que os fiscais eram despreparados. Na época, a FAE afirmou que não houve desorganização e que todos os fiscais haviam sido treinados adequadamente. Cerca de mil candidatos de Cascavel não conseguiram fazer a prova e registraram boletim de ocorrência contra a organizadora do exame.

O concurso público visa selecionar e classificar candidatos para 48 cargos com formação de nível superior e para 26 cargos de nível técnico de segundo grau e de nível médio. Aproximadamente 80 mil pessoas se inscreveram no certame. Os salários vão de R$ 822,52 a R$ 4.930,32.

No dia 20 de setembro também houve problemas com outro concurso organizado pela FAE. O exame era para o cargo de analista judiciário do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Naquela oportunidade um malote com provas que iriam para Ponta Grossa foram esquecidas na capital e cerca de 500 candidatos não puderam fazer as provas.

A reportagem da Gazeta do Povo está tentando ouvir os representantes da FAE sobre a decisão da Copel.

13º salário deve ser pago a 70 milhões

VALOR ECONÔMICO, 11 de novembro de 2009


O número de trabalhadores com direito a receber o 13º salário aumentou em 2,4%. Neste ano, 69,9 milhões de pessoas vão receber a gratificação de Natal, no total de R$ 84,8 bilhões, quantia que ultrapassa em R$ 6,8 bilhões a soma registrada no ano passado.

Esse valor equivale a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB ), segundo o cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O estudo tomou por base os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), além de indicadores do Ministério da Previdência e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).

O montante não leva em consideração os adiantamentos da primeira parcela do 13º que são pagos em muitas empresas mediante Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ou em negociação que permite a antecipação no momento em que o trabalhador entra de férias. Mesmo assim, a maior parte (70%) dos pagamentos deve ser feita no fim do ano.

A maioria dos beneficiados é de trabalhadores que estão em atividade com carteira assinada (60,3%) ou 42,1 milhões de pessoas. Os aposentados e pensionistas representam 38,3%, ou 26,8 milhões de pessoas. Os empregados domésticos registrados em carteira somam 1,8 milhão de pessoas ou 2,5% do total com direito ao 13º .

Os aposentados e pensionistas da União (regime próprio) representam 1,4% do universo de beneficiados, com 1 milhão de pessoas que vão receber 5,7% do valor total ou R$ 4,8 bilhões. Os aposentados e pensionistas dos Estados terão direito a R$ 4,3 bilhões ou 5,1% do valor total a ser pago.

Outra pesquisa, da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), indica que 64% das pessoas vão quitar dívidas com o 13º salário, avanço de quatro pontos percentuais em relação a 2008.


No Paraná, 13º salário vai injetar R$ 4,47 bilhões na economia do Paraná, prevê Dieese
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO GOVERNO DO PR, 11 de novembro de 2009


A economia paranaense deverá receber, até o final de 2009, a título de 13° salário, cerca de R$ 4,477 bilhões, aproximadamente 5,28% do total do Brasil e 34,35% da região Sul. O montante representa em torno de 2,54% do PIB estadual. É o que apontou cálculos divulgados nesta terça-feira (10) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O contingente de pessoas no Estado que receberão o 13° foi estimado em 4,259 milhões, o correspondente a 6% do total que terá acesso ao beneficio no Brasil. Em relação à região Sul, esse percentual é de 35,46%.

Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 63,8%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 36,2%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 3,2%.

Em relação aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados ficam com 74,3% (R$ 3,3 bilhões) e os beneficiários do INSS, com 21,0% (R$ 941,4 milhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do estado do Regime Próprio caberão 4,7% (R$ 210,2 milhões) e para os empregados domésticos serão destinados 1,8% ou R$ 80,9 milhões.

Falha em linha de Itaipu causa apagão em 12 estados e no Distrito federaF

O ESTADO DE S. PAULO, 11 de novembro de 2009


A queda de uma linha que transmite energia da Hidrelétrica de Itaipu tirou todos os 14 mil megawatts gerados pela usina do sistema elétrico e provocou um blecaute em pelo menos 12 Estados brasileiros, no Distrito Federal e no Paraguai na noite de ontem. Nas ruas, principalmente da Região Sudeste, houve confusão e acidentes. Nos gabinetes, de governo, em Brasília, ainda se buscavam as causas do problema no fim da noite.

O apagão atingiu quase a totalidade do Estado do Rio, São Paulo, Minas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, e parte do Paraguai. Os outros Estados afetados foram Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso, Pernambuco, Acre e Rondônia. Eles teriam sido afetados por uma espécie de "efeito cascata", com o desligamento das transmissões pelo sistema de proteção de rede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Até zero hora de hoje, o sistema permanecia intermitente e havia falhas pontuais em vários Estados.

"Houve desligamento completo de Itaipu", afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Os últimos apagões no País ocorreram em 2005 e 2007, atingindo o Espírito Santo e o Rio. No primeiro, a interrupção de transmissão em Furnas foi atribuída a uma tempestade de raios.

A causa do blecaute de ontem ainda não foi diagnosticada, mas, segundo Lobão, os técnicos também acreditam que algum problema atmosférico, como raios ou tempestades, tenha motivado a queda. Pouco mais de uma hora após o início do apagão, registrado por volta de 22h15, o ministro disse que estava convencido de que a situação seria normalizada de madrugada. "Esta noite deveremos ter resolvido isso", disse. A energia voltou em alguns locais por volta de 23h30.

A falta de luz afetou sistemas essenciais. Em São Paulo, a Polícia Militar só contava com um gerador para atender as emergências do 190. O maior centro médico do País, o Hospital das Clínicas da USP, operava com geradores a óleo.

Falta de “backup” espanta especialistas
GAZETA DO POVO, 11 de novembro de 2009


Especialistas estranharam a falta da entrada em funcionamento de um plano de “backup” da energia na noite de ontem. O “desligamento” de Itaipu deveria causar um apagão por apenas alguns minutos, afirmam eles – tempo suficiente para que as termoelétricas começassem a operar. “Um apagão dessa duração é algo inédito no país. Com esse tempo de queda de energia, as térmicas já deveriam ter entrado em funcionamento”, afirma Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Na hora que você desliga Itaipu, outras usinas deveriam suprir essa energia”, confirma Luiz Fernando Leoni Vianna, presidente da Associação Brasileira dos Produtores In­­dependentes de Energia Elétrica. Segundo ele, o que pode ter acontecido é que o efeito dominó provocado pela queda da energia tenha sido forte demais. “Itaipu é responsável por 20% do fornecimento de energia do país. É muita coisa. O impacto da queda de Itaipu pode ser muito grande no sistema. Temos que lembrar que Itaipu nunca apagou completamente dessa forma”, diz Vianna.

A tese dos especialistas corrobora com a fala do diretor-geral de Itaipu Binacional, Jorge Sa­­mek, que afirmava na noite de ontem que a geração de energia na hidrelétrica já havia retornado ao normal, mas que o problema continuava nas linhas de transmissão. No Paraguai, que depende quase que integralmente de Itaipu, a energia caiu durante 20 minutos, mas logo depois foi restabelecida, segundo informações do jornal ABC Color. No mesmo jornal, um técnico da Ande, a estatal de energia paraguaia, afirmava que a causa do apagão foi um curto-circuito registrado na linha de transmissão de alta tensão na região de São Paulo – o que também explicaria o funcionamento praticamente normal da energia no Paraná.

Para Adriano Pires, o governo precisará tornar mais clara sua política energética. “Esse governo ficava o tempo todo falando que a situação estava tranquila, que as represas estavam cheias, mas pode ter bobeado na operação do sistema. Agora a população deve exigir do governo bastante transparência em relação ao que está acontecendo”, afirma.

Lula decide colar Dilma em agenda ambiental

O ESTADO DE S. PAULO, 11 de novembro de 2009


Para continuar mostrando a ministra Dilma Rousseff aos eleitores, além de vinculá-la à defesa do meio ambiente um mês antes da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), em Copenhague, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu transformar o anúncio do menor índice de desmatamento da Amazônia nos últimos 21 anos, amanhã, num grande acontecimento político.

Dilma, pré-candidata à Presidência, será a mestre de cerimônias do anúncio da boa notícia, marcado para as 15 horas, no Centro Cultural Banco do Brasil. Historicamente, anúncios sobre desmatamento seguiam um script rotineiro, com os dados divulgados pelo ministro do Meio Ambiente de plantão.

Para a festa ambiental foram convidados governadores e entidades ligadas ao meio ambiente. A senadora Marina Silva (AC), provável candidata a presidente pelo PV, não foi convidada. Ela estará amanhã em São José dos Campos (SP).

O Ministério do Meio Ambiente trabalha com o desmatamento entre 8,5 mil e 9 mil quilômetros quadrados, entre agosto de 2008 e julho de 2009, período em que nos dados são consolidados ano a ano. O Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que também acompanha o desmatamento da floresta por um sistema de satélites, assim como o governo, acredita que os números deverão ficar entre 9 mil e 10 mil quilômetros quadrados. O menor índice foi registrado em 1991, com 11,3 mil quilômetros quadrados. Nos últimos três anos, o desmatamento ficou entre 11 mil e 12 mil quilômetros quadrados.

No anúncio, Lula e Dilma falarão ainda dos resultados da Operação Arco Verde, um programa do governo federal anunciado com grande estardalhaço em junho. Foi num discurso em Alta Floresta, norte de Mato Grosso, no lançamento do programa, que Lula atacou os organismos fiscalizadores, dizendo que atrasavam o País, e afirmou que os pioneiros que haviam seguido para a Amazônia e desmatado dentro dos programas oferecidos por governos anteriores jamais poderiam ser chamados de bandidos. "Nunca vamos nos esquecer que na década de 70, quando foi feita uma reforma agrária, muita gente foi induzida a vender as pequenas propriedades que tinha e se embrenhar por este Brasil afora para construir cidades como Alta Floresta", disse Lula.

Ao mesmo tempo, dizendo-se consciente do momento atual, em que há grande preocupação com o clima, o presidente ensinou que hoje a vantagem é não desmatar. "Temos de dizer para as pessoas que, se houve um momento em que a gente podia desmatar, agora desmatar joga contra a gente. Vai nos prejudicar no futuro, porque empréstimo internacional não sai."

Comandante
Lula anunciará, na cerimônia de amanhã, que Dilma será a comandante da equipe brasileira em Copenhague. E que vai levar as novidades do País para ajudar a combater o aquecimento global e a emissão de gases de efeito estufa. O Brasil terá, de acordo com o presidente, a proposta mais ousada entre todos os países, desenvolvidos e em desenvolvimento. Será algo em torno de um esforço voluntário de 38% a 42% na redução dos gases de efeito estufa até 2020.

"O Brasil será também o único país do mundo a apresentar a novidade de ter formado um fundo de combate ao aquecimento global sustentado nos combustíveis fósseis", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que perdeu o lugar antes cativo de quem ocupa o cargo nos anúncios de redução nos índices de desmatamento. Ele afirmou que não se importa com isso. "A ministra Dilma Rousseff é a mais importante dos ministros do presidente Lula. Não tem problema ela anunciar a queda no desmatamento nem comandar a equipe em Copenhague", disse.

Erro de planejamento atrasa construção de oito casas do PAC no Santa Felicidade

O DIÁRIO DO PARANÁ, 11 de novembro de 2009

Falta de muro de arrimo e instabilidade do terreno provocam rachaduras e comprometem casas na zona norte; a convite de O Diário, técnicos avaliaram a situação


Oito casas que estão sendo construídas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Maringá apresentam problemas de engenharia: a terra cedeu e apareceram rachaduras no chão. As moradias ficam no Conjunto Paulino Carlos Filho, na zona norte, e estão em fase de acabamento. Segundo especialistas, dois fatores provocaram a acomodação do solo – que cedeu 15 centímetros – e as rachaduras nas calçadas: a falta de um muro de arrimo e de estabilidade do terreno.

As residências estão incluídas no chamado “PAC Santa Felicidade”. O projeto prevê o alargamento de ruas no conjunto habitacional, construção de equipamentos públicos, realocação de famílias em outros bairros e reforma de moradias em situação precária. No total, está prevista a construção de 665 moradias e a reforma de outras 278 casas já existentes.

A convite de O Diário, o arquiteto Manoel de Oliveira Filho, inspetor do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea/PR) em Maringá; e o diretor regional do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná, Samir Jorge, fizeram uma vistoria nas 15 casas do PAC que estão sendo erguidas no bairro. O terreno tem dois níveis. As rachaduras foram encontradas nas oito moradias construídas na parte mais alta.

Os dois explicam que a falta de um muro de arrimo – que é a solução mais comum para “segurar” um barranco – e de uma intervenção para deixar o solo firme provocaram os problemas. Sem a proteção, as chuvas fortes das últimas semanas carregaram a terra do barranco, que tem 4,5 metros de altura, para a parte mais baixa do lote.

Com isso, o solo cedeu e as calçadas racharam. Em uma das moradias, até a parede trincou. “Não aconselho ninguém a morar aqui caso a contenção e os reparos não sejam feitos”, alerta Jorge. É preciso construir um muro de, no mínimo, 4,5 metros de altura e 10 metros de extensão.

Erro de planejamento
Segundo o engenheiro Samir Jorge, o erro foi de planejamento. “Primeiro, deveriam ter construído o muro de arrimo, estabilizado os desníveis do terreno para só depois executar as obras. A engenharia manda que seja feita a proteção do terreno para depois efetuar a construção. Isso evita problemas iguais aos que estamos vendo aqui.”

O proprietário da Provectum Engenharia e Empreendimentos Ltda. – empresa responsável pela construção das casas –, Álvaro Pereira da Silva, diz que a construtora foi contratada somente para erguer as habitações. “Quem fez a terraplenagem e entregou o projeto para a gente foi a Prefeitura. Por ainda não ter muro de arrimo, não posso nem pintar as casas”. Por causa disso, a entrega das casas pode atrasar. No momento, os operários trabalham na colocação dos forros.

A Prefeitura informou que fará licitação para contratar empresa para construir o muro de contenção. O edital deverá ser publicado ainda este mês. A obra começou em agosto. Silva admite que as calçadas estão rachadas, alega que a acomodação do terreno aconteceu por causa da chuva, mas garante que o problema não afetou a estrutura das casas. “As moradias não estão simplesmente apoiadas no terreno, há estacas há cinco metros de profundidade. Não há riscos”.

A empreiteira é responsável pela construção de mais 18 casas do PAC em Maringá, na Gleba Ribeirão Morangueiro. Outras duas, no Jardim Patrícia, já foram entregues.

Situação preocupante
Oliveira Filho, inspetor do Crea/PR, avisa que a situação das casas do bairro é preocupante. “O local precisa de uma solução de emergência, porque novas chuvas podem vir e o problema se agravar”.Para o arquiteto, as rachaduras nas calçadas não comprometem a estrutura das casas.

O secretário de Habitação, Gilberto Delgado, esclarece que as casas do Conjunto Paulino Carlos Filho só serão entregues após a conclusão das obras complementares, como muro de arrimo, grama e tubulação para captação de água. “De forma alguma vamos entregar uma residência que esteja ameaçada de cair”. As moradias têm 40,08 metros quadrados e contam com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e um espaço para o tanque de lavar roupas, que fica do lado de fora.

Judiciário é o menos transparente entre os Três Poderes, diz pesquisa

AGÊNCIA BRASIL, 10 de novembro de 2009


O Brasil precisa ampliar o acesso da população às informações sobre o que é feito com o dinheiro público, indica a pesquisa Índice Latino-Americano de Transparência Orçamentária, feita em 12 países da América Latina. Entre os Poderes da República, o menos transparente é o Judiciário, de acordo com o levantamento.

O Brasil ficou em quarto lugar no ranking, com 49 pontos em uma escala de um (nada transparente) a cem (totalmente transparente). Em primeiro lugar ficou a Costa Rica (69), seguida do Peru (54) e Panamá (50). A última participação do Brasil no levamento foi em 2003, quando alcançou 50 pontos.

Esse índice é feito com base em um questionário padronizado enviado aos entrevistados. No Brasil, foram ouvidas 86 pessoas, entre jornalistas da mídia impressa, sindicalistas, dirigentes de organizações não-governamentais, acadêmicos e parlamentares integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

O estudo no Brasil foi coordenado pelo Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), em parceria com a organização não-governamental mexicana Fundar (Centro de Análise e Investigação), que supervisionou o trabalho nos 12 países.

De acordo com a pesquisa, dos Poderes da República, o Executivo é o mais transparente quanto ao Orçamento, aprovado por 74% dos entrevistados. O Poder Legislativo fica com 11% e o Judiciário, com 4%.

Segundo a assessora de política fiscal e orçamentária do Inesc, Eliana Magalhães, o Judiciário ainda não criou mecanismos para permitir transparência e a participação dos cidadãos. Ao entregar nesta terça-feira (10/11) a pesquisa ao vice-líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado (PT-MG), ela disse que tentará marcar reunião com algum órgão do Poder Judiciário.

Para Eliana, é preciso vontade política para garantir ao cidadão o direito às informações sobre o orçamento. “ A democracia tem que sair do ponto de vista formal de mero voto nas urnas e avançar para participação do cidadão nas decisões que vão sendo tomadas. O governo não gera recursos, recolhe da população. Então, é um direito saber onde o dinheiro está sendo aplicado”, disse Eliana.

Ela acrescentou, entretanto, que hoje é possível conseguir informações sobre o orçamento pela internet, o que não ocorria anteriormente. Mas ela sugere que haja mais debates dos parlamentares com a população nos municípios na hora de definir o orçamento, além de ter audiências públicas com a sociedade civil organizada.

Para o deputado o “processo de dar transparência ao orçamento no Brasil é recente” e por isso, ainda não necessários ajustes. “O apoio do movimento popular, das organizações não governamentais que acompanham a parte orçamentária do país tem ajudado a forçar a Câmara a se abrir e o Congresso discutir esse assunto”. Machado acrescentou que é preciso fazer com que as informações disponibilizadas sejam facilmente entendidas pela população.


Índice Latino-Americano de Transparência Orçamentária - 2009
(Escala de 1 a 100)

Costa Rica 69

Peru 54

Panamá 50

Brasil 49

México 48

Argentina 48

Colômbia 46

República Dominicana 44

Guatemala 44

Equador 43

Bolívia 42

Venezuela 23

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Catedral Cristo Rei, igreja-matriz e orgulho histórico e arquitetônico de Cornélio Procópio

Publicação de fotos da igreja-matriz de Cornélio Procópio na página do Instituto Ame Cidade no site Flickr dá prosseguimento ao mapeamento fotográfico da cidade



INSTITUTO AME CIDADE, 9 de novembro de 2009

Publicamos hoje em nossa página do Flickr uma série de fotografias da Catedral Cristo Rei, a matriz da Paróquia Cristo Rei de Cornélio Procópio. Já temos na mesma página belas imagens do monumental Cristo Rei, estátua de Jesus Cristo também desta cidade. Os dois álbuns são parte de mapeamento fotográfico do município promovido pelo Instituto Ame Cidade.

Cornélio Procópio é uma cidade com a felicidade de ter ainda de pé a primeira Igreja Matriz erigida já no início da instalação de sua paróquia, que ocorreu no final da primeira metade do século passado.

A Paróquia de Cornélio Procópio foi instalada oficialmente no dia 10 de julho de 1938, tendo como matriz uma pequena igreja em madeira na Praça Brasil. A construção da catedral atual começou poucos anos depois, em 1943, sendo concluída em maio de maio de 1948.

Hoje a cidade se beneficia da notável qualidade da visão dos pioneiros da igreja católica local, que edificaram um templo de grandes dimensões para a época e que na atualidade ainda impressiona por suas linhas arquitetônicas de uma beleza sóbria. LEIA MAIS

Seminário em Londrina conclui: Trem Pé-Vermelho é necessário

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO GOVERNO DO PR, 6 novembro de 2009


Especialistas em urbanismo e transporte de massa de vários Estados do Brasil, os governos federal, estadual, prefeitos e lideranças políticas regionais discutiram nesta sexta-feira (6), em Londrina, a reativação do trem regional de passageiros no eixo Londrina-Maringá, evento coordenado pela Ferroeste, e concluíram que o projeto é viável tanto do ponto de vista urbano, quanto técnico e econômico.

Para o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, o Trem Pé-Vermelho “é um projeto sobre o qual não há qualquer dúvida: ele será implantado porque é absolutamente necessário”. Segundo ele, em 30 dias o grupo de trabalho vai começar o estudo de viabilidade do trecho ferroviário no eixo Londrina-Maringá. Recursos serão repassados através de um convênio entre o Ministério dos Transportes e a Universidade Federal de Santa Catarina para os projetos Londrina-Maringá e Caxias do Sul-Bento Gonçalves (RS). Cada região receberá R$ 400 mil para o estudo inicial.

Em seis meses, informa Gomes, os primeiros resultados do estudo de viabilidade devem estar concluídos. Serão ouvidas entre 30 e 40 mil pessoas do eixo Londrina-Maringá para identificar as necessidades de deslocamento e as linhas de desejo dos passageiros. O estudo vai apontar os custo e qual deverá ser a participação dos governos estadual e federal. “Não ter o trem”, argumenta Gomes, “custa muito mais para a sociedade do que o investimento necessário”.

Samuel Gomes disse que o Seminário técnico mostrou que existe “um vazio entre Londrina e Maringá¨, mas que ¨o projeto vai assegurar a melhoria na mobilidade das pessoas¨. Ficou evidenciado ainda, segundo ele, que, com o processo de conurbação entre os dois pólos somente o transporte ferroviário de passageiros permitirá que as pessoas possam morar a distâncias maiores de seus locais de trabalho e melhorar sua qualidade de vida¨. Cerca de 150 mil alunos, entre o eixo Londrina-Maringá, por exemplo, moram, trabalham e estudam em regiões diferentes.

Samuel Gomes disse que ficou claro para os participantes que o trem entre Londrina e Maringá precisará de “uma linha dedicada” porque “não há espaço para o atendimento de cargas e passageiros no atual trecho” explorado pela ALL. O projeto, segundo ele “depende da construção de uma linha exclusiva e esta é uma condição com que temos de trabalhar desde agora”. O presidente da Ferroeste disse ainda que os trens Pé-Vermelho devem incorporar modernas tecnologias de comunicações para facilitar a comunicação do usuário nos vários pontos do trajeto.

Seminário
Participaram do “I Seminário Técnico do Trem Pé-Vermelho” o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano do Paraná, Luiz Forte Netto, o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, o diretor do Departamento de Relações Institucionais do Ministério dos Transportes (MT), Afonso Carneiro Filho, e os prefeitos de Londrina, Barbosa Neto, e Maringá, Sílvio Barros. Também estavam representadas as prefeituras de Caxias do Sul e Bento Gonçalves (RS) e a Associação Comercial de Caxias do Sul.

Representantes de várias empresas mostraram a experiência do transporte de passageiros sobre trilhos em várias regiões do país durante o Seminário: CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), Grande Recife Consórcio de Transporte (Pernambuco), Trensub, empresa que opera os trens metropolitanos na região de Porto Alegre, e Bom Sinal, indústria de trens do Ceará.

Pelo setor de pesquisa participaram dos painéis de debates a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Do setor de planejamento urbano estavam presentes as Coordenadorias da Região Metropolitana de Maringá (Comem) e de Londrina (Comel), além de representantes do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e da Urbanização de Maringá (Urbamar). O Seminário foi prestigiado pela Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), pelo Ipardes, pelo Crea-PR, Instituto de Engenharia e Banco de Idéias do Paraná, Lactec e ALL.

O Seminário do Trem Pé-Vermelho, organizado pela Ferroeste, aconteceu no âmbito dos projetos em estudo do Programa de Resgate dos Transportes Ferroviários de Passageiros do Governo Federal. Para o diretor do Ministério dos Transportes, Afonso Carneiro Filho, que participou de um dos painéis, “o atual modelo de transporte estimula a migração para os grandes centros. “As cidades pequenas começam a definhar e a cidade-pólo sofre um crescimento desordenado”, observa Carneiro Filho.

Segundo o diretor do MT, os trens regionais, aliados a programas de desenvolvimento locais, “evitam a verticalização das cidades” e são vetores de crescimento com a implantação de escolas, shopping centers, condomínios e vários tipos de empreendimentos ao longo da linha de transporte ferroviário, facilitando o ir e vir dos moradores. “A maioria das cidades européias é assim”. Além do trem de passageiro, o MT desenvolve, dentro do Programa de Resgate do Transporte Ferroviário de Passageiros, os projetos dos trens de alta velocidade e o dos trens turísticos.

Prefeitura de Londrina vai iniciar obras no Terminal

JORNAL DE LONRINA, 9 de novembro de 2009

Sem a Polícia Militar para garantir a reintegração de posse, a Prefeitura vai começar as reformas das calçadas em volta do Terminal Urbano


A Prefeitura de Londrina promete começar as obras de reforma nas calçadas do Terminal Urbano de Transporte Coletivo, como reação à negativa do secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Delazari, que em Londrina declarou-se contra a atuação da Polícia Militar na reintegração de posse judicial obtida há mais de um mês pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).

A declaração de Delazari irritou o diretor de operações da CMTU, Aguinaldo Rosa, que qualificou a negativa como uma demonstração de “irresponsabilidade e fraqueza” do governo estadual. Aos jornalistas, Delazari afirmou que prefere o “diálogo e a negociação” como forma de resolver o impasse.

A Prefeitura proibiu a atividade dos lancheiros em setembro e no começo de outubro obteve um mandado da juíza Telma Regina Magalhães Carvalho, que impôs multa de R$ 500 diários para cada informal. A medida também deveria atingir vendedores ilegais de CDs, roupas e passagens de coletivos, mas sem conseguir remover os lancheiros, a CMTU também não interveio nas outras atividades informais. Atualmente, os vendedores são considerados como ilegais diante do cancelamento de 19 alvarás provisórios. Alheios aos embates jurídicos, continuam na área sem se abalar.

“Vamos entrar quebrando as quatro calçadas laterais em torno do terminal e colocar a faixa tátil para deficientes visuais”, afirma o diretor de operações da CMTU. No local onde estão os vendedores de lanches, a calçada deve ficar menor e a faixa tátil ocupará justamente o local onde estão os carrinhos. Estão previstas alterações no piso para rampas de acesso para cadeirantes e até mesmo uma reforma no muro do terminal – exatamente por onde os vendedores comercializam lanches e bebidas com quem está dentro do terminal. Além das calçadas, as ruas de acesso ao terminal ganharão árvores novas, orelhões e sinalização adequada. Tudo deve custar R$ 60 mil aos cofres municipais.

O começo das obras está previsto para esta semana, mas depende ainda da finalização das intervenções para a construção da ciclovia às margens do Lago Igapó – os funcionários disponíveis são os mesmos.

O diretor da CMTU não considerou que a juíza da 7ª Vara tenha sido desrespeitada com a decisão da Secretaria de Segurança de apenas dialogar e não oferecer força policial. “Ela é uma mulher que assumiu as próprias responsabilidades, diferente de uns e outros por aí. Quem perde é o Judiciário do Paraná”, critica. “Vamos resolver logo isso e fazer as reformas com ou sem ambulante. Não vou arrancar na marra, mas a Prefeitura tem o direito de ir lá, reformar a calçada e colocar o piso”. A promotora Solange Vicentin, do Ministério Público de Defesa da Acessibilidade, nada quis comentar. Apenas afirmou que “analisa outras medidas” quanto ao caso. A reportagem não conseguiu contato com representantes dos vendedores de lanches.

TCU ampliou a fiscalização no segundo mandato de Lula

GAZETA DO POVO, 9 de novembro de 2009

Suspensão de contratos e licitações cresceu 61% desde 2005. Ritmo deve continuar acelerado, pois o órgão quer zerar os processos pendentes até 2010


Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já vem dando sinais de insatisfação com a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) na fiscalização de obras públicas, o futuro não é nada promissor para o governo federal. Até o fim de 2010, quando se encerra a gestão Lula, o órgão quer zerar o estoque de processos referentes aos períodos anteriores a 2009. Atualmente, há cerca de 6 mil ações pendentes, das quais pelo menos 70% são antigas. Essa força-tarefa, apesar de não ter como objetivo promover uma varredura na atual administração federal, tende a acirrar ainda mais os ânimos petistas.

O descontentamento do Planalto tem relação direta com o ritmo de trabalho do TCU. Levantamento feito pela Gazeta do Povo com base nos relatórios trimestrais e anuais do órgão revela que, no primeiro semestre de 2009, o número de licitações e contratos suspensos cautelarmente pelo órgão aumentou 61% em relação ao mesmo período de 2005, durante a primeira gestão de Lula. Passou de 23 para 37.

Outras ações fiscalizatórias também foram ampliadas, como o número de responsáveis condenados (62%) e o julgamento dos atos de pessoal (97%), referentes a contratações. Com isso, o TCU calcula que o valor do benefício potencial das ações de controle passou de R$ 2 bilhões para R$ 6,93 bilhões. Os dados de 2005 referem-se ao ano inteiro, divididos pelos dois semestres, pois não havia informações completas desse período.

A ampliação das atividades gerou muitas investidas do presidente Lula e de seus ministros contra o TCU. A pressão aumentou a partir de setembro, quando o órgão recomendou a paralisação de 13 obras que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No fim de outubro, Lula atribuiu ao TCU a responsabilidade pe­­los atrasos nos projetos federais e anunciou a disposição de criar um órgão “inatacável” para decidir so­­bre a paralisação de obras.

Esses “atrasos”, na verdade, são de­­­­­­­­correntes de paralisações determinadas pelo Congresso Nacional. Ape­­­­­sar de o TCU fazer a recomendação da suspensão de obras, por encontrar indícios de irregularidades, cabe aos parlamentares acatar a sugestão ou não.

Mas, para Lula, seria interessante a criação de um novo órgão de con­­trole. “Precisamos criar instrumentos, talvez uma câmara de ní­­vel superior, inatacável, para decidir. Senão, o país fica atrofiado. Por­­­que, se um remar pra frente e cinco para trás, a gente nunca vai ganhar a medalha de ouro do de­­senvolvimento”, disse, na ocasião.

De acordo com o secretário-geral do controle externo do TCU, Paulo Wiechers, o aumento das ações de controle e monitoramento é decorrência de uma iniciativa do presidente do órgão, Ubiratan Aguiar, que tomou posse neste ano. “Ele estipulou como meta o aumento da produtividade dos servidores e a redução dos estoques de processos represados”, afirma Wiechers.

O quadro de servidores do tribunal aumentou entre 2005 e 2009, passando de 2.188 para 2.553. “Adotamos mecanismos de gestão de pessoas, com a flexibilidade da carga horária, novas práticas de reconhecimento e a vinculação das metas à avaliação de desempenho.” O investimento em tecnologia de informação também foi importante para a ampliação das ações do TCU, garante Wiechers.

O secretário-geral ressalta que o TCU não tem nenhuma intenção em investigar um governo em particular. Mas, segundo Wiechers, es­­se é um ano atípico, pois os trabalhos estão sendo acelerados para ze­­rar o estoque de processos. Depois disso, haverá uma tendência de es­­ta­­bili­­dade, o que pode proporcionar tempos mais tranquilos para o pró­­ximo presidente da República. “O aumento das ações fiscalizatórias se deve ao próprio aperfeiçoamento dos métodos. Não significa que o governo federal esteja cometendo número maior de equívocos do que era cometido no passado por esse mesmo governo ou por outros que o an­­tecederam. Quer dizer apenas que estamos aperfeiçoando a nossa ca­­pacidade de detecção de arquivos.”

Para o jurista Kiyoshi Harada, o TCU cumpre apenas com suas obrigações constitucionais. Segundo ele, o governo federal exagera ao reclamar da interferência do tribunal no andamento das obras. “O TCU não pode sustar diretamente um contrato. O que é feito é que é enviada uma representação ao Congresso, que deve cobrar explicações do presidente. Se não houver resposta no prazo de 90 dias e se os parlamentares não tomarem as providências cabíveis, daí sim, caberá ao TCU agir”, explica.

As conquistas e os desafios nos 20 anos do Hospital Universitário de Maringá

O DIÁRIO DE MARINGÁ, 7 de novembro de 2009

Criado em 1989 graças a um convênio entre prefeitura e UEM, Hospital Universitário Regional de Maringá (HU) completa duas décadas ainda inacabado


Em 2008, quase 47 mil pessoas foram atendidas no Hospital Universitário Regional de Maringá (HU). O número corresponde a 19,50% da população de Maringá – 240.292 habitantes – em 1990, um ano depois que o hospital entrou em funcionamento, ainda sob a forma de pronto-socorro municipal que atendia 24 horas. Vinte anos depois de criado, o HU é o hospital público da macrorregião (que comporta mais de 1 milhão de habitantes) e possui 802 funcionários para dar conta da demanda.

Se as conquistas de duas décadas devem ser comemoradas, as faltas precisam urgentemente ser consideradas, antes a instituição vá para a UTI. A maior delas, que impede o HU de se transformar no hospital de referência pensado desde a implantação, é a conclusão do plano diretor – área de 27.800 metros quadrados e 300 leitos. Hoje, em 9.760,83 metros quadrados, o HU possui 123 leitos em atividade, sendo 92 para internamento e 31 no pronto-atendimento.

“Estamos dando saltos muito grandes, mas precisamos terminar o hospital”, diz José Carlos Amador, superintendente do HU. Obras em execução vão dobrar a área da instituição, mas continuarão distantes do projeto inicial. São elas: unidade de imagenologia, unidade de estudos de bioequivalência de medicamentos, bloco administrativo, bloco industrial, anfiteatro, unidade de quimioterapia e ambulatório de hematologia e bloco de tratamento dos resíduos de saúde, totalizando 5.700 metros quadrados.

A diretora de enfermagem Magda Oliveira, funcionária do HU desde o início, lembra que no começo a quase ausência de professores no então pronto-socorro que serviu de embrião ao hospital-escola era marcante. “Os funcionários não passavam de 50, todos se conheciam”, diz. Em 1992, os corredores começaram a ser ocupados por docentes e estudantes de Medicina e Enfermagem.

O ginecologista Weber Sobreira graduou-se na sétima turma de Medicina da UEM. Após quatro anos de residência na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Sobreira voltou ao HU na função de médico plantonista e foi um dos primeiros ex-alunos a pertencer ao quadro de professores do departamento. “Aprendemos e ensinamos que a UEM está comprometida com ensino, pesquisa e extensão. Nosso desafio é consolidar a qualidade de ensino, mantendo a excelência na formação dos jovens médicos e avançarmos nas pesquisas”, avalia.

Desejo antigo
Reitor da UEM e signatário do convênio com a prefeitura para a criação do HU em dezembro de 1986, Fernando Ponte de Souza conta que a demanda para implantação dos cursos de Medicina e Odontologia na UEM era antiga, mas havia pressão contrária por parte de alguns setores na capital. “Havia aqueles que temiam a perda da força política de Curitiba frente ao crescimento econômico e populacional do interior e sua consequente qualificação por meio de bons cursos de saúde e tecnológicos”, diz.

Souza lembra que 38 médicos trabalhavam dia e noite no pronto-socorro de 42 leitos, com clínica geral e pediatria. O custo era dividido entre a prefeitura e a UEM. Somente em 1990 os cursos de Medicina e Odontologia foram assumidos pelo Estado.

O ex-reitor, que hoje reside em Florianópolis, esteve em Maringá na sexta-feira participando da cerimônia em comemoração ao aniversário do hospital. Ele foi um dos homenageados, ao lado do ex-prefeito Said Ferreira, do primeiro diretor, Robson José da Silva Souza, do primeiro doador de sangue, João Hildebrand Filho, do primeiro paciente internado, Everson Luiz de Oliveira, dos ex-superintendentes e dos primeiros servidores contratados por concurso público, entre 1989 e 1990.

Na avaliação de Souza, é difícil imaginar Maringá e região sem o HU. “O hospital consolidou-se com qualidade mas, em razão de seu caráter público, precisa do reconhecimento federal por meio de verbas significativas para o desenvolvimento de projetos à altura de sua importância.”

Cronologia
1987 – criação do pronto socorro; 1990 – Centro de Controle de Intoxicações; 1991 – serviço de nutrição e dietética e ativação de 27 leitos de enfermaria; 1992 – incorporação Hemocentro Regional; 1993 – clínica cirúrgica, ginecologia e obstetrícia, centro cirúrgico, berçário, ambulatório de especialidades e serviço social; 1997 – biblioteca setorial, Banco de Leite Humano e UTI neonatal; 2001 - UTI adulto e pediátrica; 2003 – pronto socorro 24 horas; 2004 – consultório buco-maxilo; 2006 – serviço de diagnóstico por imagens; 2007 – ampliação do laboratório de análises clínicas.