A ambulância do SAMU foi encontrada na propriedade da mulher do vereador Helvécio Badaró (PTB), um dos aliados mais próximos do prefeito da cidade e um dos líderes do grupo que hoje mantém o legislativo municipal sob as ordens da Prefeitura.
Badaró responde na Justiça a uma ação do Ministério Público que o acusa de improbidade administrativa no caso das diárias irregulares de viagens pagas a vereadores. Na época em que as diárias foram instituídas, Badaró era o presidente da Câmara.
Durante a investigação, a promotoria pública descobriu que Badaró e seu grupo tentaram até manipular a regulamentação das diárias quando souberam que o MP havia aceitado a denúncia que originalmente foi feita pelo Instituto Ame Cidade.
Além de Badaró, mais cinco vereadores e um suplente foram denunciados pelo MP por improbidade administrativa, inclusive o presidente atual da Casa, que foi eleito depois do escandaloso fato, que é chamado pelos procopenses de "Farra das Diárias".
Local escolhido para instalar
o SAMU vai contra moralidade
e a Constituição Brasileira
A promessa da instalação do SAMU em Cornélio Procópio vem desde o ano passado, quando aconteceu até desfile de ambulâncias pelas ruas da cidade. Como todos se lembram, era um ano de eleição. Candidatos ligados ao prefeito Hannouche participaram dessa parada eleitoreira.
O procedimento é bastante conhecido: primeiro eles sucateam os serviços essenciais, por meio uma mistura de má-fé e incompetência. E depois usam a necessidade desesperada dos cidadãos para arrancar votos principalmente dos mais pobres e dos menos informados.
Em outubro, o mesmo mês em que aconteciam as eleições, o prefeito Hannouche prometia que o SAMU estaria funcionando em 90 dias.
O problema é o local escolhido para sediar o SAMU: a propriedade da esposa de um vereador que é um aliado próximo e que atua como um homem de confiança do prefeito. Isso evidentemente atenta contra princípios morais básicos e é também um caminho que todos sabemos onde mais uma vez vai dar: na ineficiência.
A intenção do prefeito de alugar uma propriedade da família de um vereador aliado para instalar o SAMU também atenta contra dispositivos claros da Constituição Brasileira, além de evidentemente ser uma atitude contrária a um valor básico da administração púbica: a honestidade.