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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Copel lança novo guia de arborização pública

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO GOVERNO DO PR, 21 de setembro de 2009

Guia oferece informações técnicas para compatibilizar o plantio de árvores nas vias públicas com os fios da rede de distribução de eletricidade


A Copel preparou a segunda edição do Guia de Arborização em Vias Públicas, como parte do Programa de Responsabilidade Socioambiental desenvolvido pela sua Diretoria de Meio Ambiente e Cidadania Empresarial e em homenagem ao Dia da Árvore (21 de setembro). O material, que ajuda gestores municipais no desenvolvimento de projetos de arborização urbana, começa a ser distribuído nos próximos dias.

O guia, uma edição reformulada e ampliada de um trabalho originalmente publicado em 2005, oferece informações técnicas e práticas a respeito das árvores mais indicadas para projetos de embelezamento e paisagismo nas vias públicas. A escolha das espécies adequadas evita, no futuro, conflitos na convivência com as redes de distribuição de eletricidade.

“A conservação, manutenção e expansão das áreas verdes nas cidades é absolutamente vital para a qualidade de vida de seus habitantes”, afirma Marlene Zannin, diretora de Meio Ambiente e Cidadania Empresarial da Copel. “Mas igualmente importante para todos é que a energia elétrica seja fornecida sem interrupções, e a interferência das árvores no funcionamento do sistema elétrico é bastante grande.”

DESLIGAMENTOS – O toque dos galhos nos condutores ou mesmo a queda de árvores sobre as redes elétricas estão entre as principais causas de desligamentos não programados das redes de distribuição de energia operadas pela Copel, ao lado dos temporais com raios e vendavais. “A utilização de árvores cuja altura e dimensão da copa não interfiram na passagem dos fios elétricos vai assegurar mais confiabilidade ao fornecimento de energia”, avalia a diretora. “Ao mesmo tempo, irá preservar o verde, pois o trabalho de poda que precisa ser feito rotineiramente nas árvores de grande porte vai se tornar desnecessário”.

A confecção do novo Guia de Arborização em Vias Públicas teve o apoio da Diretoria de Distribuição e da Coordenação de Marketing da Copel. Ele será entregue às prefeituras dos 399 municípios paranaenses e, também, a Porto União, município catarinense que integra a área de concessão da Copel. Uma versão digital do documento está sendo preparada para divulgação pela internet, no endereço eletrônico da empresa. A estimativa é de que dentro de 30 dias o material esteja disponível para consulta pelos internautas.

CONVÊNIOS – Além de servir como fonte de informações técnicas e científicas para o planejamento adequado da arborização em vias públicas, o novo guia vai ajudar as prefeituras na estruturação de projetos que possam ser desenvolvidos em convênio, dentro do seu Programa de Arborização Urbana. Nessa condição, a empresa cede gratuitamente aos municípios conveniados as mudas, produzidas em hortos próprios localizados nas usinas de Segredo, Salto Caxias e Mourão 1.

Para aderir ao programa e receber as mudas, o município interessado deve apresentar um plano de arborização detalhado, estabelecendo um convênio com a Copel. Em cada um dos cinco escritórios regionais da estatal – Curitiba, Ponta Grossa, Maringá, Londrina e Cascavel – há técnicos florestais que poderão orientar as prefeituras interessadas na parceria e ajudar na escolha das espécies mais adequadas para compor o plano de arborização, de acordo com a configuração e com as peculiaridades da rede elétrica local.

MUDAS – Atualmente, os viveiros da Copel produzem 15 mil mudas de 17 diferentes espécies a cada ano, quantidade que deverá ser quadruplicada até 2011, pois algumas essências levam até quatro anos para atingirem a idade ideal de plantio. As espécies foram escolhidas basicamente de acordo com a forma da copa, o sistema de raízes e o tamanho que atingem na idade adulta. Estão sendo produzidas mudas de árvores que terão pequeno porte quando adultas, apropriadas para utilização nas proximidades das linhas e redes de distribuição, e mudas de espécies de maior porte que poderão ser plantadas em locais onde não haja risco de interferência nas instalações da Copel

O município de Japira, localizado no Norte Pioneiro, está sendo o primeiro no Estado a executar um projeto de arborização urbana em parceria com a concessionária, enquanto outros quatro já tiveram seus projetos aprovados e devem formalizar em breve os seus convênios. Mais de 40 municípios já procuraram a empresa em busca de informações sobre o programa e manifestaram à empresa interesse em também receber as mudas de árvores. “Com o auxílio das informações contidas no novo guia, o trabalho dos planejadores das prefeituras será bastante facilitado”, observa a diretora Marlene Zannin.

Segundo ela, ao publicar e distribuir o guia, a Copel pretende contribuir com as prefeituras municipais disseminando a importância do planejamento e conhecimento técnico sobre a implantação e manejo das árvores urbanas. “Consideramos que é essencial para a boa gestão dos projetos, atendendo ao interesse da coletividade, escolher corretamente as espécies que serão plantadas debaixo ou nas proximidades das redes de energia elétrica e respeitar as distâncias mínimas de segurança recomendadas”, alerta.

Além dos gestores e servidores municipais envolvidos na implantação e manejo da arborização urbana, o Guia de Arborização em Vias Públicas editado pela Copel também é destinado para consulta de estudantes e simpatizantes do tema, que terão acesso ao conteúdo em exemplares que estarão disponíveis nas agências de atendimento ao público da Companhia e, em breve, também na internet.

COMENTÁRIO NOSSO
Infelizmente a COPEL lança agora seu Guia de Arborização em Vias Públicas, mas um ítem de extrema importância na atualidade, que é o material disponível na internet, fica para daqui trinta dias, conforme noticia a empresa.

É um serviço de informação incompleto, com uma falha em um ponto substancial. E nem divulgam a data exata da publicação do guia na internet. Qual seria a dificuldade em digitalizar um guia que já está pronto?

sábado, 12 de setembro de 2009

Delator premiado, Alberto Youssef é peça-chave em outros esquemas

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO GOVERNO DO PR, 11 de setembro de 2009


O envolvimento no desvio de dinheiro do Banestado para a campanha de reeleição de Jaime Lerner não é a única participação do doleiro Alberto Youssef em irregularidades da gestão do ex-governador. Ele é peça-chave em esquema que custou R$ 80 milhões aos cofres públicos, com a venda de créditos tributários de uma empresa falida à Copel. Como no caso do Banestado, um auxiliar direto de Lerner está envolvido — o então secretário da Fazenda, Ingo Hubert, sucessor de Giovani Gionédis na pasta.

Noite de domingo, 23 de março de 2003. Reportagem do Fantástico, revista semanal da TV Globo, apresenta uma denúncia grave. Narra o repórter — “(O doleiro) Alberto Youssef foi pego atuando em um golpe que deu prejuízo de R$ 80 milhões aos cofres do Estado do Paraná. Uma empresa falida, a Olvepar, vendeu créditos do ICMS para a Copel, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica. A Copel comprou os créditos com a autorização da secretaria estadual da Fazenda. Na época, o presidente da Copel era também o secretário da Fazenda do Paraná, Ingo Henrique Hubert. A Os repórteres do Fantástico procuraram o ex-secretário Ingo para saber por que ele autorizou a transferência dos créditos, mas não foram recebidos.”

Um pouco adiante, assiste-se em rede nacional à prova do crime — “O caso da Copel mostra em ação o homem que é apontado como um especialista em lavagem de dinheiro. As imagens foram feitas em Curitiba, no dia 12 de dezembro, por uma câmera de segurança da agência do Banco do Brasil. As imagens mostram a chegada do tesoureiro da Copel. Atrás dele, vêm Alberto Youssef e o advogado da empresa falida, João Carlos Fioravante. Instantes depois, eles são recebidos na gerência. Em três saques, o Estado do Paraná teria perdido quase R$ 40 milhões. O dinheiro foi depositado em contas de microempresas no Rio — mais uma operação com o estilo de Youssef.”

A matéria termina com uma pergunta — “Com essas imagens, o Ministério Público do Paraná tem novas provas que podem complicar a vida de Alberto Youssef. Será que a maior lavanderia de dinheiro sujo do país vai continuar funcionando?” A matéria — que pode ser lida na internet em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL692873-15605,00.html — antecipa o esforço do Ministério Público para desmontar um esquema criminoso que, segundo os promotores, envolvia autoridades do Estado. Quatro dias mais tarde, a Justiça receberia ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime contra Hubert, Youssef e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel.

A fraude — que sangrou R$ 106,9 milhões dos cofres públicos — rendeu títulos fortes nos jornais paranaenses. “Negociata da Copel pode ser anulada”, bradou a Folha de Londrina em título à primeira página em 25 de fevereiro. No dia seguinte, o assunto mereceu a manchete “Cadeia para Ingo e Youssef”. O Estado do Paraná não ficou atrás — “Mutreta na Copel dá cadeia para Ingo Hubert e mais sete”, escreveu em sua manchete do dia 26.

Os promotores também pediram a prisão de Hubert e do doleiro. Ambos fugiram. Na edição que foi as bancas no dia 27 de fevereiro, a Folha de Londrina informava, na matéria que abria a página 3, intitulada “Polícia não consegue prender ex-secretário” — “Até o início da noite de ontem (...) Ingo Hubert ainda era considerado foragido pela Justiça”.

A Gazeta do Povo dava pistas do paradeiro do fugitivo — “Hubert é visto no Boa Vista”, dizia título de matéria do mesmo dia, que informava que o ex-presidente da Copel fora visto saindo do escritório de um dos sócios da Tradener, empresa cuja criação tempos depois motivaria novas ações por improbidade administrativa. Horas mais tarde, um habeas corpus cassou o mandado de prisão preventiva contra Hubert, Youssef e outros envolvidos no caso.

Pouco mais de um ano depois, Ingo Hubert voltaria às manchetes — desta vez, preso, ao lado do ex-colega José Cid Campêlo Filho, secretário de Governo de Lerner. Desta vez, tratava-se do caso Copel/Adifea, que deixou um rombo de R$ 16,8 milhões nos cofres públicos. “Golpe na Copel — Dois ex-secretários entre os dez presos”, dizia a manchete de O Estado do Paraná em 7 de abril de 2004. “Polícia prende ex-secretários de Lerner”, noticiou a Gazeta do Povo, que também lembrava que “Gestão de Hubert na Copel é alvo de outras investigações”.

A Agência Folha, da Folha de S. Paulo, informava que “os promotores do caso não deram entrevistas, mas segundo apurou a Agência Folha, eles consideram Campêlo Filho e Hubert como mentores da operação”. Um pouco adiante, relatava — “As prisões de ontem foram baseadas em investigações de um outro caso, o da apuração feita por uma força-tarefa formada por procuradores, juízes e policiais federais sobre remessas ilegais para o exterior via contas CC5 (de não-residentes). A força-tarefa tomou depoimento do doleiro Alberto Youssef sobre diversos assuntos e repassou parte das informações para o Ministério Público Estadual, que já investigava o caso Copel.”

De novo, um habeas corpus livrou Hubert — e Campêlo — da cadeia, onde ficaram do início da manhã ao final da noite daquele 6 de abril. No dia seguinte, o Jornal Hoje, da TV Globo, lamentava — “Apenas um dia: quatro pessoas presas, acusadas de desviar dinheiro da Copel, foram soltas por ordem do Tribunal de Justiça do Paraná. Entre elas estão dois ex-secretários do governo Jaime Lerner. Outras quatro pessoas permanecem presas em Curitiba”, dizia o texto — a nota pode ser lida na íntegra em

As duas fraudes em que Ingo Hubert é peça-chave deixaram um rombo de R$ 123,5 milhões nos cofres públicos. Mais de cinco anos após a primeira denúncia do Ministério Público, entretanto, a Justiça ainda não pronunciou-se sobre os indiciados nos casos Olvepar e Adifea. Entretanto, foi bem mais rápida ao julgar reclamação de Hubert contra Requião — que classificou o ex-presidente da Copel de “ladrão”. Em apenas um ano e meio, Requião já está condenado. Hubert sequer foi julgado.